Capacete criado no Ceará para o tratamento da Covid-19 é aprovado pela Anvisa

O Elmo permite a oferta de oxigênio com uma pressão definida ao redor da face, que faz com que a pessoa respire com o auxílio desse equipamento (Foto: DIVULGAÇÃO / David Tomás)
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O equipamento foi elaborado em um tempo recorde de 3 meses

O capacete  Elmo, que funciona como um mecanismo de respiração artificial não invasivo, evitando a necessidade de intubação do paciente, foi aprovado em testes com pacientes, fase obrigatória para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizasse a sua produção em escala industrial.

A aprovação ocorreu em outubro, quando pacientes com coronavírus, internados no Hospital Leonardo Da Vinci, em Fortaleza, responderam positivamente ao tratamento com o equipamento. Agora, o produto será produzido em larga escala pela empresa cearense Esmaltec.

Os resultados relacionados ao uso do equipamento, que foi desenvolvido em tempo recorde de três meses no Ceará, foram divulgados nesta quarta-feira, 4, no canal da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) no YouTube.

Participaram do encontro o médico Marcelo Alcântara, idealizador do dispositivo, e Jadson Franco, supervisor do Centro de Investigação Científica da Escola.

Feito com silicone e PVC, o equipamento barateia o tratamento da Covid-19. O capacete também proporciona que o gás carbônico não seja expelido no ambiente, garantindo a segurança dos profissionais de saúde. “Dentro do que ele fornece, pode prevenir a necessidade de intubação e suas implicações. Além disso, ele é muito simples para o profissional de saúde manusear”, explica a fisioterapeuta Gabriela Carvalho, que participou das pesquisas com o produto. O capacete também poderá ser usado no tratamento de outras doenças pulmonares.

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