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Mais de 130 animais de variadas espécies foram devolvidos à natureza neste ano pelo Cebus (Centro de Biodiversidade da Usipa). Este número representa 43% dos animais recuperados este ano (321) e deixados aos cuidados do centro. Nos anos anteriores, esse índice girava em torno de 30%. Além dos animais que deram entrada entre janeiro e novembro, outros que chegaram ao Cebus em 2018 e 2019, e que permaneciam em reabilitação, também foram soltos. Com isso, o número de animais libertos subiu para mais de duas centenas.

Os bichos em situação de risco e atendidos são provenientes da região do Vale do Aço, de Governador Valadares e de mais outros 33 municípios do entorno dessas regiões. “Dentre os animais atendidos constam aves, répteis e mamíferos sendo que a maioria são Aves (psitacídeos e passeriformes) vítimas do tráfico e mamíferos agredidos, atropelados ou feridos por equipamentos urbanos”, detalha o médico-veterinário e responsável técnico pelo Cebus, Lélio Costa e Silva. Uma parte dos animais atendidos, infelizmente, faleceu em função da situação grave em que foram resgatados. O percentual de óbitos é de 31,5%.

Recuperados e devolvidos à natureza

Dentre os animais devolvidos à natureza estão tamanduás-mirim, gambás, lobo-guará, onça parda, pássaros, jandaias, papagaios, gaviões e corujas de diversas espécies. Alguns destes animais constam da lista de animais ameaçados de extinção como o papagaio do peito roxo, onça parda e o lobo-guará. Em alguns casos, a reabilitação para devolução à natureza não foi possível devido ao longo período em que estes animais permaneceram em cativeiro, recebendo alimentação diferente do habitat original e desenvolvendo comportamentos que dificultam sua ressocialização. Estes animais foram destinados ao Cebus e a outras instituições para abrigo definitivo.

Atualmente, permanecem em reabilitação 25,2% dos animais que aqui chegaram. A maioria deles é composta por psitacídeos (jandaias e papagaios) que estão sendo preparados para futuras solturas ou aguardam outra destinação. Este trabalho tem o patrocínio da Arpava (Associação Regional de Proteção Ambiental do Vale do Aço) e Usiminas, e conta com a parceria do Corpo de Bombeiros, Polícia de Meio Ambiente, Promotoria Estadual de Justiça e IEF (Instituto Estadual de Florestas).