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Em nota enviada pela Usiminas  para a imprensa, relativa a ocorrência com um gasômetro na Usina de Ipatinga, no dia 10 de agosto, a empresa apresentou a descrição da causa do acidente, em caráter preliminar (a Usiminas realizou, também, coletiva de imprensa na tarde dessa sexta-feira – 17). A análise apresentada foi realizada pela equipe técnica da empresa, com o apoio e revisão da Det Norske Veritas (DNV), especialista em análise e investigação de riscos, com 150 anos de atuação global.

Segunda a nota, a explosão registrada teve como causa a entrada indevida de ar atmosférico no equipamento. Isso ocorreu em função de uma falha no controle automático das válvulas que direcionam o gás de aciaria (LDG) para o gasômetro. As válvulas permaneceram abertas em direção ao equipamento, permitindo a entrada do ar que se misturou ao LDG. Combinados, os gases podem ter entrado em contato com uma centelha produzida pelos precipitadores eletrostáticos – equipamentos que fazem a limpeza do gás -, gerando a explosão. Essa hipótese será aprofundada na continuidade da investigação.

A empresa realizou o bloqueio de todo o sistema envolvido na ocorrência de modo a garantir a segurança da operação. Até que toda a investigação seja concluída e se possa garantir o retorno ao processo regular, o LDG produzido está sendo direcionado para as torres de queima. Essa opção não impede a operação da Usina, apenas impossibilita o aproveitamento do LDG como fonte energética. Em substituição, a unidade está usando gás natural. Desde a última quarta-feira (15/8), os equipamentos produtivos da Usina de Ipatinga voltaram à operação e estão retornando, gradativamente, ao seu nível normal de produção.

A Usiminas ratifica que os monitoramentos realizados indicam que a qualidade do ar na cidade de Ipatinga está dentro dos parâmetros regulares históricos e que não há anormalidades.  Cabe ressaltar, ainda, que a ocorrência no gasômetro não tem relação com os acidentes registrados na Usina nos dias 8 e 13 de agosto e que os laudos emitidos até o momento foram encaminhados para as autoridades competentes.

Por fim, a nota informa que a companhia, em conjunto com a DNV, segue aprofundando a apuração das causas da falha no controle das válvulas e que ainda não há prazo para a conclusão desse levantamento.

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